sexta-feira, 22 de junho de 2012

Frequência alta não deve ser motivo de preocupação.

Edição 215 - AGOSTO 2011 - LUIZ CARLOS DE MORAES
Mais importante que ficar atento e procurar não passar de determinada FC, durante um treino ou competição, é que ela caia significativamente logo após o exercício. E esqueçam a ultrapassada fórmula 220 – idade.

Uma das grandes dúvidas dos corredores é descobrir qual a intensidade máxima do exercício que podem fazer e como definir esse limite. Sabemos que uma das maneiras confiáveis é através da frequência cardíaca, mas qual a fórmula ideal para cada um, se existe tanta discussão em torno desse assunto?
A mais conhecida e mais divulgada até hoje é a 220 - idade, para se determinar a frequência cardíaca máxima e a partir dela os percentuais, de acordo com o objectivo do treinamento. Esse é o problema. Já abordamos esse assunto na CR, quando informamos que há muito tempo essa fórmula está ultrapassada porque foi elaborada considerando actividade física em condições atmosféricas ideais ou em situações de laboratório.
Como considerar essa fórmula válida tanto para uma pessoa que pratica desporto numa cidade quente à beira-mar, como para outra que treina em região montanhosa, com clima ameno. Além disso, a maioria das pessoas que fizer um teste ergométrico certamente chegará a resultados de FCmax bem diferente dessa fórmula. Cito meu caso, 61 anos, como exemplo. A minha frequência no meio de uma prova vai a 184 batimentos por minuto e na chegada costuma alcançar 189 bpm. Entretanto, minha FC de repouso é de 47 bpm e a queda de batimentos no primeiro minuto, após o pórtico final, passa de 20 pulsações. Pela fórmula 220 - 61 = 159 eu seria proibido de correr...
UMA NOVA PROPOSTA. Pesquisadores da Universidade do Colorado, EUA, concluíram em seus estudos que a fórmula 220 - idade está superada por não reflectir a realidade. Usando-a como parâmetro, os mais jovens podem estar se exercitando além dos limites, colocando em risco o músculo cardíaco. Isso considerando o máximo de 200 batimentos para 20 anos de idade.
Actualmente ainda acredita-se que actividades explosivas e intensas podem ser mais perigosas para um coração jovem do que para uma pessoa de meia idade ou terceira idade. O coração jovem possui a circulação chamada de secundária completamente obstruída, justamente por ser o músculo cardíaco ainda novo e forte, que impede uma passagem de emergência do sangue por essa circulação no caso de um infarto. Não são raros os casos de atletas jovens vítimas de ataque cardíaco fulminante em actividades explosivas, enquanto que num coração mais velho a circulação secundária acaba servindo de desvio, salvando a vida de uma pessoa.
Já os mais velhos, pela fórmula 220 - idade, podem estar se exercitando aquém da real capacidade como, por exemplo, uma pessoa de 50 anos onde 170 batimentos pode ser pouco.
Os fisiologistas do Colorado, encabeçados pelos médicos Douglas Seals e Hirofumi Tanaka, avaliaram 18.700 pessoas para sugerir uma nova fórmula, que é a seguinte: FCMAX: 208 - IDADE X 0,7
Em princípio parece não significar nada, mas pela fórmula antiga uma pessoa de 70 anos poderia chegar a 150 batimentos e no novo cálculo a 159. Quanto mais velha a pessoa, mais coerência tem a nova fórmula. Uma pessoa com 80 anos teria seus valores alterados de 140 para 152 batimentos. E os mais novos? Também parece lógico, pois seus valores seriam reduzidos para 194 e não os 200 daquele exemplo.
Mesmo pela nova fórmula, muita gente, como eu, fica fora da curva. Nesse caso vale novamente a escala de Borg x bom senso. O corredor precisa se conhecer e aprender associar a escala de Borg com a frequência cardíaca que continua ser importante a gente saber, daí a necessidade do uso do bom frequencímetro. A corrida está Fraca, Moderada ou Forte? Fraca você conversa normalmente com uma pessoa que esteja ao seu lado, Moderada responde com certa dificuldade procurando ar para responder e Forte se responder com monossílabos.
Em cada situação dessas observe a frequência cardíaca no monitor e a partir daí cada corredor pode conhecer melhor como se comporta seu coração na corrida nos diversos momentos de um treino ou competição. Os monitores cardíacos evoluíram bastante especialmente e existem modelos para todos os bolsos.
FC ALTA NÃO É PROBLEMA. A frequência cardíaca em treino varia numa mesma pessoa em diferentes momentos, sejam pelas condições atmosféricas ou momentos emocionais, factores que em princípio não impedem um indivíduo de treinar normalmente se não estiver sentindo nenhum mal-estar, mesmo com a frequência cardíaca mais alta.
No 23º Congresso Brasileiro de Medicina do Exercício e desporto realizado em Petrópolis, RJ o médico Cláudio Gil citou o que várias vezes já destaquei aqui também. Ninguém morre de frequência cardíaca supostamente alta em treinamento contínuo ou competição, a menos que já tenha alguma cardiopatia pré-existente. Daí a necessidade de anualmente cada corredor fazer a sua avaliação médica completa incluindo um teste de esforço com protocolos exigentes e adequados ao corredor que leve o indivíduo à exaustão visando estabelecer realmente qual a sua frequência cardíaca máxima.
A partir daí o corredor pode estabelecer a faixa de frequência cardíaca que deverá treinar fraco, moderado ou forte, respectivamente 50 a 60%, 60 a 70% e 70 a 90% da FCmax estabelecida no teste de esforço. Segundo Cláudio Gil, que também é corredor, "não é incomum encontrar frequência cardíaca máxima em torno de 200 batimentos em atletas de 30 ou 40 anos de idade sem que isso represente um problema clínico".
DETERMINANDO A FCMAX. Testes mais sofisticados que infelizmente ainda são pouco acessíveis que colectam e analisam gases expirados registram outros indicadores importantes como o limiar anaeróbio, faixa de intensidade de esforço em que os músculos passam obter energia necessária dos processos metabólico sem a presença de oxigénio.
A identificação da frequência cardíaca exactamente nesse ponto é muito importante para a sequência dos treinos moderados e fortes como, por exemplo, os intervalados. Esse tempo que o corpo do corredor suporta correr sem oxigénio é aumentado com os intervalados. É possível que a qualidade e a regularidade do treinamento façam com que, um ano depois, quando o corredor repetir o teste de esforço, a frequência cardíaca máxima não seja mais a mesma, podendo ser ligeiramente mais baixa por dois motivos: por estar um ano mais velho e pela qualidade do treinamento. Entretanto, o dado mais importante que realmente identifica um coração sadio e bem treinado é a frequência cardíaca de repouso. Medidas abaixo de 30 batimentos por minuto não são raras em maratonistas de elite. Adultos saudáveis e não atletas costumam alcançar 60 a 80 batimentos em repouso.
O modo prático para quem não pode pagar um teste mais sofisticado é fazer um treinamento intervalado com três tiros de 2 minutos numa ladeira moderada, especialmente com esse objectivo. Primeiro um aquecimento (trote) no plano de 5 a 10 minutos. Depois faça o primeiro tiro na ladeira sem forçar o máximo e volte trotando. Em seguida tente a máxima velocidade possível no segundo e terceiro tiro, sempre voltando com trote. Possivelmente em um dos dois tiros finais terá conseguido a frequência cardíaca próxima da máxima. Claro, isso pode ser feito também na esteira usando uma inclinação entre 3 a 5% trotando nos intervalos com inclinação zero, mas na rua a intensidade e a exigência serão maiores, possibilitando alcançar o objectivo que é a frequência cardíaca máxima com mais fidelidade.
VARIÁVEIS MAIS IMPORTANTES. Como já citado, as respostas cardíacas na transição do repouso ao exercício e principalmente a recuperação pós-esforço são mais importantes que qualquer fórmula. A bradicardia fisiológica registrada no repouso, comum em atletas treinados, a capacidade de aumentar rapidamente a frequência cardíaca num chamado "teste dos quatro segundos", caso típico de uma largada de corrida, e a queda da frequência cardíaca maior que 20 batimentos no primeiro minuto de recuperação representam menor possibilidade de problemas cardíacos.
Não importa se sua FC fique mais alta durante a corrida. Importa é cair rapidamente no primeiro minuto depois da linha de chegada e a de repouso ser baixa. Portanto, qualquer fórmula é melhor que 220 - Idade. Essa recuperação está atrelada a bradicardia fisiológica de repouso devido às adaptações cardiovasculares inerentes ao corredor, mais ainda nos de longa distância. As câmaras cardíacas se tornam maiores, especialmente o ventrículo esquerdo, ejectando maior volume sanguíneo em cada contracção do coração, que não precisa bater tantas vezes para atender à demanda do aporte sanguíneo.

Pesquisa: Revista contra relógio.

domingo, 3 de junho de 2012

José Inácio um veterano duro de roer.

José Inácio nasceu Lisboa 15-04-1965, mas a sua naturalidade é do Feijó Almada .Também é um dos atletas que de muito novo teve que ir trabalhar, para o J,Cartaxo uma empresa de serralharia Civil.
José Inácio inicio-se no desporto como qualquer jovem da sua idade foi jogador futebol lá no seu bairro.
O atletismo veio por brincadeira, foi um dos seu amigos que o levou a correr um corta-mato em Corroios.A partir desse momento começou a  treinar regularmente, até que um dia foi representar um clube de atletismo da sua zona. Foi vencendo algumas provas de bairro até ir representar outros clubes mais bem posicionados no atletismo entre esses clubes foi o Belenenses,SCU, Skoda e agora presentemente representa a Reboleira já alguns anos.
José Inácio é sem dúvida um dos veteranos mais duros do plutão Nacional não virando a cara à luta pela conquista de uma vitória;faz dele um veterano de respeito aos seus mais directos adversários.


                                                                     José Inácio

P.P-Há quantos anos praticas atletismo?
    J.I- Já lá vão 28anos, que fasso aquilo que mais gosto; é correr.
P.P-Qual a distância que mais gosta de correr?
    J.I-A distância que mais me sinto a vontade é os 10km mas gosto muito do corta -mato.
P.P-Qual foi a prova que deu-te mais gosto de venceres?
    J.I-Foi a prova do Avante.
P.P-O que representa para ti o atletismo?
   J.I-Da-me um bem estar alivia-me stress quando venho do trabalho,é uma mais valia na minha vida.
P.P-A tua família da-te apoio no atletismo?
   J.I- Não tanto como eu gostava! mas compreendo.
P.P-Os veteranos na tua opinião treinam de mais?
   J.I-Treinam! eu falo por mim, tenho que treinar muito; só assim posso, ganhar algum dinheiro.
P.P-Quando dias treinas por semana?
   J.I- Treino todos dias, só descanso um dia quando vou competir.
P.P-Os teus locais de treino?
   J.I-Geralmente treino no Cais Sodré ao pé do meu local de trabalho, e no Estádio Universitário.
P.P-Levas massagem regularmente?
   J.I-Nesta época tenho levado regularmente.
P.P-Uma peripécia no atletismo?
   J.I-Foi em França fui lá correr; só que cheguei atrasado à corrida só tive tempo por o dorsal e começar a logo correr e mais importante venci.
P.P-A tua melhor virtude?
   J.I-É ser amigo do meu amigo.
P.P-Até que idade pensas correr?
   J.I-Até a minha saúde me deixar.
P.P-O teu maior feito como atleta'
   J.I- Foi pertencer à equipa do Skoda e fomos terceiros por equipas no Nacional de corta-mato.
P.P-O teu maior sonho como atleta?
   J.I- É ainda correr a maratona do Porto.

sábado, 2 de junho de 2012

Tratamento para pubalgia e tendinite de abdutores.

O meu tratamento para pubalgia e tendinites de abdutores e adutores tem dois ciclos.

1ºciclo
  • Gelo no local  duas a três vezes por dia durante 10 a 15 minutos.
  • Uso de recursos; ultra-som e correntes diadinamicas, faradicas,ultra Reiz,iontoforeses.
  • Massagem nos abdutores e adutores, perfunda e transversal.
  • Alongamento dos músculos da coxa, abdómen e costas.
2ºciclo
Reabilitação.
Após aproximadamente 10 a 15 dias de tratamento, pode-se acrescentar:
  • Reforço muscular nas das pernas, no dorso e abdutores.
  • Andar na bicicleta ergométrica.
  • Corrida lenta em relva.
  • Corrida na água.
Para o sucesso do tratamento o indivíduo deve fazer repouso, deixar de treinar e ser acompanhado por um fisioterapeuta.
Mais sobre este assunto fale comigo.

Corrida pela selecção alguns resultados.



A primeira grande corrida pela selecção que teve uma grande moldura humana.Teve inicio de  partida perto da praia da torre e a chegada no Estádio Nacional com uma distância aproximada dos 7500mtr,  o grande vencedor foi, Bruno Fraga da Reboleira que  deixou para a segunda posição Hugo Pinto R.B.
Só espero que a nossa selecção mereça este esforço todo do povo Português.
Só a nossa  Federação de atletismo e o Comité Olímpico  não tem iniciativas destas para apoiar os nossos atletas que estão perto de entrarem em acção num grande invento, que é sem duvida os Jogos Olímpicos, é triste.



1º- Bruno Fraga      Reboleira
2º -Hugo Pinto        RB
3º-João Viera           Reboleira
4º-Luís Ginja            Reboleira
5º-Sérgio Monteiro     Ingleses
6º-José Inácio            Reboleira
7º-José António         Reboleira


http://www.corridapelaseleccao.com/oeiras/class_oeiras.pdf


domingo, 20 de maio de 2012

Entrevista Amilcar Duarte um dos atletas mais antigos do Sporting em actividade desportiva.

Amílcar Duarte nasceu em Lisboa em 23/12/58, na freguesia do campo grande.
Logo de muito cedo o seu pai Sportinguista de coração inscreveu, na escolinha dos amigos de atletismo do Sporting, tinha 12 anos.O seu primeiro treinador foi Sr Eduardo Cunha um grande treinador uma pessoa bastante conhecida no estádio Universitário de Lisboa.
A partir do momento que  seu pai inscreveu no Sporting nunca mais deixou o clube, sendo o segundo atleta mais antigo em, actividade desportiva, do clube, o primeiro é o grande conhecido Armando Aldegalega, também praticante de atletismo.
Actualmente Amílcar Duarte é um dos melhores veteranos do seu escalão e é um dos veteranos mais conhecidos de Portugal .

                                                           Amílcar Duarte
                                                 Amílcar,     Luzia           Armando Aldegalega seu treinador


P.P- Há quantos anos corres ?
A.D- Já lavam 41 e anos de atletismo.
P.P-  Qual foi a tua primeira competição?
A.D- Foi na pista numa prova de 1000mtr.
P.P- Qual a distância que mais gosta de fazer?
A.D-É os 10km.
P.P- Tens treinador?
A.D-Sim tenho é o Armando Aldegalega.
P.P- Os teus ídolos no atletismo?
A.D- Foram o Carlos Lopes e Fernando Mamede.
P.P-  A tua família apoia-te no atletismo?
A.D- Sim tenho o apoio necessário.
P.P-  Treinas de manhã ou de tarde?
A.D- Treino sempre ao fim da tarde quando saio do trabalho.
P.P-  Quantos treinos fazes por semana'
A,D- Treino 6x descanso à quinta feira.
P.P-  Levas massagem?
A.D- Sim todas as semanas.
P.P- Defines objectivos para a tua época desportiva'
A.D-Sim selecciono algumas provas onde posso ganhar algum dinheiro.
P.P- O teu maior feito como atleta?
A.D- Foi quando estive nos Estados Unidos da América, e fui dois anos campeão de um torneio de atletismo na zona este  Nova Jersey.
P.P- Uma peripécia no atletismo?
A.D- Foi num grande prémio de Areias de São João no Algarve estava em 3º lugar e 500mtr no final virei numa rotunda à direita e era à esquerda e foi parar 15ª da geral.
P.P- O teu grande sonho como atleta.
A.D- É ainda ir a uns campeonatos do Mundo, ó da Europa de atletismo de veteranos.

sábado, 12 de maio de 2012

Acroparestesia

Sintomas
Formigueiro nos dedos de uma ou ambas,por vezes acompanhadas de dor. Surgem primeiro de noite, depois também de dia, quando se executam tarefas manuais delicadas (costura tricô) e tornam-se mais ou menos permanentes. O tremo "acroparestesia" (significa sensação anormal das extremidades).

Pessoas mais em risco
Sobretudo mulheres com mais de 40 anos, por causa da síndroma do túnel de cárpico. Este problema afecta por vezes grávidas. Outras circunstâncias particulares: inflamação ou infecção do punho,reumatismo, doença da tiróide ou da hipófise.
Outras causas possíveis: síntomas dos escalenos,compressão do nervo cubital no cotovelo ou do punho.

Porque dói?
O nervo mediano passa por um verdadeiro túnel ósseo e fibroso, totalmente inextensível, o túnel ou canal, cárpico, situado no punho,no limite da palma da mão. O punho está quase sempre em movimento e o nervo passa por situações de tracção, compressão, fricção e alongamento, que desencadeiam e a seguir promovem a continuação da doença. Como o nervo mediano controla diversos músculos da mão estas pressões dão origem ao formigueiro, dor e mais tarde à dificuldade em mexer os dedos.

O que pode fazer?
Friccionar o punho e sacudir a mão ajudam a aliviar a sensação de formigueiro.

Que tratamentos?
Um só tratamento no inicio: uma infiltração de cortisona  no local onde o nervo está comprimido. Assim no caso da síndroma do túnel cárpico, faz-se uma infiltração do punho. Esta infiltração pode ser repetida, sendo muitas vezes eficaz. O o uso de uma tala permite aliviar as dores.

Cirurgia
Quando as infiltrações já não resultam ou surgem sinais de maior  gravidade perda de sensibilidade dos dedos é preciso operar para libertar o nervo: a intervenção consiste na secção de um ligamento.

Que prevenção?
De noite, evite deixar a mão pendente. De dia, evite os movimentos repetidos do punho. Em fase dolorosa, use a tala para punho.


domingo, 6 de maio de 2012

Entrevista a um veterano de classe Francisco Gravito

Francisco Gravito nasceu em Odivelas em 15-04-1953, distrito de Lisboa.
O seu gosto por o atletismo foi quando estava na 4ª classe tinha  escola de manhã  até ao meio dia e depois tinha que ir trabalhar para uma oficina de aquecimento, era de uma família modesta não tinha grandes condições de ir de transportes,  optou de ir correr da escola para o trabalho e do trabalho para casa...Até que um dia decidiu ir correr para o Benfica. O estádio do Benfica ficava no campo grande...Foi treinar com Matos Fernandes. Mas o Gravito não gostou muito do esquema de treino,onde tinha que fazer as disciplinas técnicas, ele sendo franzino achava que não tinha cabedal para aquele tipo de treino. Ele queria mesmo era só correr, então saiu do Benfica.
Foi jogar futebol para a Inatel; mas ele só sabia correr mesmo no intervalo do jogo corria a volta do campo,os seus amigos diziam-lhe ó pá tu és bom só para correr. A cabou de deixar o futebol,convidaram para correr lá num clube de Odivelas, onde ia tendo uns resultados entre os 10 primeiros foi animando e  ainda hoje pratica  atletismo.Como sénior foi um grande 2º plano a nível Nacional onde venceu grandes competições e destacando-se em muitas provas de estrada.
Francisco Gravito nos seus primeiros anos como Vet I e Vet II  foi campeão Mundial de corta-mato nos Estados Unidos da América e vice-campeão mundial de 10km de pista na Grécia e teve grandes resultados a nível nacional, na meia maratona fez como vet.I   1.06 35 vetII 1:10 03. Fez uma grande pausa a nível competitivo e agora ele mais um grupo de amigos ajuntaram-se e formaram-se. E corre pelo seu clube de coração que é o Benfica ironia do destino voltou onde começou.

   


                                  Francisco Gravito na sua prova de eleição o corta mato.

P.P-Há quantos praticas atletismo?
F.G-Já lavam 38 anos.
P.P-A tua primeira prova?
F.G-Foi a prova do 25 de Abril em Lisboa.
P.P-A distância que mais gosta de correr?
F.G-É  a meia matrona,mas tenho grande paixão pelo corta-mato.
P.P-O teu maior feito como atleta?
F.G-Foi correr a maratona de Nantes em França fiz 2:17.45, mas também é com muita recordação que ficou-me marcada na minha vida desportiva, foi ter vencido a Maratona da Spiridon no Auto gramo do Estoril onde levei de vencida grandes nomes do atletismo da actualidade que foram Renato Graça, CDUL Vasco Pereira do Benfica entre outros e mais engraçado da maratona tínhamos 8 controlos que eram senhas, a maratona eram 8 voltas de 5km cada volta davamos uma  sanha.
P.P-O que se deve a estagnação do meio fundo e fundo Português?
F.G-São quatros pontos importantes 1º As entidades  responsáveis pelo o atletismo tais como, a Federação as associações a comunicação social.2º Aparecimento da Net e alguns jogos radicais, 3º A nova metodologia de treino aplicada por treinadores que só vêem as disciplinas técnicas.4º os tais carolas que iam buscar os miúdos de rua para correm deixaram de o fazer e contra partida os treinadores e que estavam a espreita de agarrem algum diamante também deixaram porque o atletismo não gere muitos euros.
P.P-O futuro do atletismo Português?
F.G- Vão sobreviver as disciplinas técnicas pela razão de se formarem grandes grupos para o treino, os jovens gostam de partilharem uns com os outros.
P.P-Há doping no veteranos?
F.G- Há alguns anos não acreditava, mas hoje, sim há.
P.P- Uma peripécia?
F.G-Foi sair de casa e ir correr duas provas ao Alentejo na intenção de ganhar as duas uma em Évora e outra em Castelo de Vide,logo na primeira ia com uma vantagem muito grande no final comecei arruduzir o andamento e fui passado mesmo no final fiquei completamente desanimado..lá fui para casa insatisfeito
P.P-O que significa para ti o atletismo?
F,G-Significa simplesmente o meu nome.
P.P-O teu maior sonho como atleta?
F.G-Era sem duvida ter ido aos Jogos Olímpicos.

                                  Francisco Gravito no podim, foi 3ºclss..no regional de Lisboa
                                de veteranos absolutos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Fisiologia do Exercício.


Os princípios gerais que regem as respostas do organismo ao exercício e ao treino físico são os mesmos para crianças, adolescentes e adultos. Por outro lado, existem particularidades da fisiologia do esforço em crianças que decorrem tanto do aumento da massa corporal (crescimento) quanto da maturação, que se acelera durante a puberdade (desenvolvimento).
Em relação à potência aeróbica, ocorre um aumento do consumo máximo de oxigénio (VO2max) em termos absolutos ao longo da idade, com maior aceleração em meninos do que em meninas. Esse aumento do VO2max está intimamente relacionado ao aumento da massa muscular, de forma que se considerarmos o VO2max corrigido por indicadores de massa muscular, não existe aumento com a idade em crianças e adolescentes do sexo masculino (VO2max/kg peso corporal permanece constante), enquanto ocorre um declínio progressivo em meninas (diminuição do VO2max/kg peso corporal).
A potência anaeróbica aumenta em função da idade em proporção maior do que o aumento da massa muscular, evidenciando um efeito da maturação sobre o metabolismo anaeróbio. A potência anaeróbica não difere entre meninos e meninas pré-puberdade, mas cresce proporcionalmente mais em meninos a partir da puberdade. Assim sendo, o aumento da potência anaeróbica deve-se tanto à maior massa muscular, quanto ao efeito da maturação hormonal sobre as características funcionais do músculo esquelético. Ainda, a capacidade de produzir lactado é menor na criança do que no adulto, sendo um dos motivos pelos quais ela se recupera mais rapidamente após exercícios de alta intensidade e curta duração, estando pronta para um novo exercício mais precocemente. Outra característica que se desenvolve com a maturação sexual é o potencial de tamponamento da acidose muscular, que aumenta com a idade, permitindo a realização de exercícios láticos mais intensos.
Existem características da termorregulação da criança que devem ser destacadas. A velocidade de troca de calor com o meio é maior nas crianças do que em adultos, uma vez que possuem maior superfície corporal por unidade de massa corporal. Assim sendo, não só a perda de calor em ambientes frios, mas também o ganho de calor em climas muito quentes são mais acelerados em crianças, aumentando o risco de complicações. Como agravamento, a criança tende a ter menos sede do que o adulto, levando mais facilmente a desidratação e consequente redução da volemia, com prejuízo do desempenho e do mecanismo de termorregulação.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ferro em excesso ou (Hemocromatose)

O excesso de ferro conhecido médicamente por hermocromatose, é uma doença metabólica hereditária em que o organismo absorve demasiado ferro dos alimentos.Normalmente, o organismo recicla o ferro dos glóbulos vermelhos que vão morrendo absorve o ferro novo  quando as suas reservas diminuem. Na hemocromatose, perde-se este mecanismo de regulação natural e o organismo recicla ferro e ao mesmo tempo extrai mais ferro dos alimentos .O ferro deposita-se em muitos órgãos e tecidos do corpo, podendo atingir níveis perigosamente elevados que podem causar diabetes e lesões no coração, fígado, pâncreas, articulações e testículos. A insuficiência cardíaca congestiva é uma das principais causas de morte entre as pessoas que sofrem de hemocromatose.
Os sintomas, que raramente se manifestam antes dos 20 anos e são observados sobretudo entre 40 e os 60 anos, incluem fadiga crónica, dores nas articulações e gastrintestinais, icterícia, fígado dilatado e arritmias cardíacas. Muitas pessoas também adquirem um tom de pele anormalmente avermelhado,em especial no rosto. Cerca de uma pessoa em 10 possui o gene responsável, mas para que haja doença a pessoa tem que herdá-lo de ambos os proginetores os quais podem ser portadores as sintomáticos. A hermocormatose hereditária, ou primária, é muito mais vulgar do que se pensava anteriormente. Os homens são 5 a 10 vezes mais afectados que as mulheres, talvez porque estas perdem ferro na menstruação e também durante a gravidez.
( Dar sangue periodicamente é uma forma de controlar a hemocromatose e ao mesmo tempo, de ajudar pessoas que precisam de sangue.)
         

domingo, 8 de abril de 2012

As minhas capacidades físicas aos 45 anos.

Aproveitei estes 3 dias para treinar há campeão.
Sexta -feira de manhã eu mais alguns atletas do meu grupo fomos fazer um treino na praia da costa Caparica, por sinal estava um dia espetacular; foi um treino lento, por volta dos 14km e terminou por volta 11h30. Às 12h15min 2º treino bicicleta 30km BTT a um ritmo 23km hora. Á tarde 10km ritmo de 4km hora +25min.. treino de reforço muscular.
Sábado treino de pista onde fiz 6km lentos mais o meu grupo de treino, terminado o aquecimento dos meus atletas, fiz 3km na pista para 10:10min.. 12h30,+ 40km de bicicleta ao ritmo 25km hora. Á tarde 18h30 5km lentos + 3x 2000mtr circuitos no parque da paz para 6:30min..inter..4:min..+ 2km lentos "retorno a calma".
Domingo de manhã por 9h30 eu mais o Nelson Cruz 25km + uns metros para 1h34,09. Assim foi o meu fim de semana a treinar tridiário.Neste momento sinto-me recuperado dos treinos.
 Quero dizer com isto, que os atletas Portugueses só podaram ter resultados a nível Internacional se treinarem a este nível fazendo tridiário.  .

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Entrevista a Rui Silva. Mas! o do Parque da Paz.

Rui Silva uns dos atletas mais emblemáticos de Almada e sendo um veterano tem direito a esta entrevista.Rui Silva começou a praticar a atletismo para emagrecer e deixar de fumar. Até que um dia um amigo seu que era director dum banco que se chama sr;Alexandre,levou a correr uma meia maratona em Belém onde fez um tempo de 1:24h, em 1979´ lembra-se quem entregava os prémios era um sr; chamado Vasco Lourenço.
Foi convidado para correr no clube ainda existente que é os Sargentos de Almada.
Passado algum tempo Rui mais 3 amigos formaram S.F.U.A.P de Amada também é ainda um dos clubes mais emblemáticos de Almada.
Rui Silva orgulha-se de ser o atleta de Almada com mais maratonas, neste momento tem 31 maratonas fora os Raídes de Tróia. Foi uns dos melhores veteranos do seu tempo de VET I e VETII. Agora corre já sem grandes ambições.

P.P-Quantos treinos fazes por semana?
R.S-Treino 6x por semana.
P.P-Os veteranos treinam de mais?
R.S-Sim treinam muito.
P.P-O que farias para melhorar o atletismo Nacional
R.S-Tentava fazer com que os atletas evoluíssem sem terem de deixar de estudar dado-lhes melhores condições.
P.P-O teu grande ídolo?
R.S- António Pinto.
P.P-O teu grande feito com atleta?
R.S- Foi correr a maratona em 2:h41min como vet 2.
P.P-Uma perpésia que te aconteceu no atletismo?
R.S-Foi no Raid Tróia Melides,onde eu 30km mandei a mochila fora com os abastecimentos,pensando que não ia precisar mais..aos 40km tive um ataque de fome..até que encontrei um pescador e foi-lhe pedir  comer não tinha, até comia o peixe cru se tivesse.
P.P-O que representa para ti o atletismo?
R.S-Faz parte da minha vida e é sem duvida o equilibro do meu bem estar.
P.P-Até que idade pensas correr?
R.S-Até os 80 anos.
P.P-O teu grande sonho como atleta?
R.S-Correr a maratona de Nova Iorque.

sábado, 31 de março de 2012

Suplementos vitamínicos e minerais.

São suplementos à base de vitaminas e minerais, com objectivo de aumentar a ingesta dos mesmos na nutrição. Existem suplementos de único micro nutrientes, como vitamina C,A etc; da combinação de alguns, para finalidade específicas, como anti-oxidantes, anti-setress etc;e múltiplos vitaminicos e minerais, onde encontramos todos ou maioria dos micro nutrientes. Suas concentrações variam muito, entre os diversos produtos no mercado. Existem produtos destinados para a população em geral e outros para os atletas. Para terem um bom aproveitamento, precisam dos macro nutrientes.Portanto, em linhas gerais, são melhor absorvidos quando utilizados após as refeições. Suas indicações variam muito de acordo com as necessidade individuais.

Energizantes:
Como o próprio nome sugere, são suplementos destinados a aumentar o fornecimento de energia, principal para uma actividade física. O aumento de energia biodesponível faz com que a performance seja aumentar e prolongada.
Existem muitos suplementos com essa finalidade. Muitos deles são  produtos em pó,à base de carboidratos, vitaminas e minerais envolvidos na concentração muscular e no equilíbrio Hidro-eletrolítico do organismo.
Outros suplementos são à base de gorduras de cadeia média  (MCT), que são tão rapidamente absorvidos quando o carboidrato e produzem mais do que o dobro de energia.
Existem vários aminoácidos que também o suprimento energético durante a actividade física. Muitos deles são aceleradores do metabolismo das gorduras e serão vistos logo adiante na classificação de fato burners. Os BCAAs são destinados ao aumento de massa muscular e também ao aumento energético, quando tomados em torno de 30min.. antes da actividade física.

Reidratantes:
Têm uma composição semelhante aos energizantes, porém com uma concentração menor de açúcares. Não contêm gorduras nem aminoácidos, para que não seja prejudicada a absorção durante a actividade . Devem ser tomados gelados, para que ajudem na refrigeração orgânica e aceleração a sua absorção.
A finalidade é a reposição da perda hidro- eletrolitica que ocorre através do suor, bem como manter um suprimento de energia para prolongamento da actividade. É um dos grandes preventores da desidratação severa e intermação.   

quinta-feira, 29 de março de 2012

Micro lesões.

Nós sabemo-mos  que qualquer exercício físico, seja ele qual for, provoca micro lesões nas fibras musculares e o próprio organismo recompõe os tecidos danificados, tornando-os mais fortes e  resistentes, mas precisa de um tempo para que isso aconteça.
Três momento da musculatura. É nisso que se baseia o "princípio da adaptação", que acontece em três fases bem distintas e que duram entre 24 e 48 horas:
Fase de destruição. É quando acontece a ruptura das fibras musculares, formando o hematoma entre elas e a reacção anti-inflamatória, como resultado do exercício que ultrapasse a capacidade do músculo. Quando vem na intensidade certa do exercício, vem também acompanhada de dor chamada tardia, que até certo ponto tem que existir mesmo. Mas não pode ser aguda, que indicaria uma lesão.
Fase de  reparo. Neste momento ocorre a absorção das partículas necrosadas na fase anterior e a reconstrução das fibras musculares. Ou seja, uma faxina geral nas fibras que foram danificadas. Nessa fase a dor tardia ainda está presente, mas começando a diminuir. Reside aí a velha frase que "sem dor não há ganho (de performance)". De fato não há ganho, desde que essa dor não seja aguda.
Fase de remodelação ou super-compensação. Aqui ocorre o amadurecimento das fibras, tornando-as aptas e mais fortes novamente para a actividade física. A dor já não existe mais e o corpo parece nos dar a boa sensação de estar pedindo mais exercício.
Variar para poupar Partindo do princípio que o exercício específico é que provocou todo esse processo, não faz sentido o indivíduo voltar a fazer exactamente o mesmo movimento, sem antes as fibras musculares estarem totalmente regeneradas. Ou seja, no caso do corredor voltar a correr, mesmo devagar, depois de um treino forte sob justificativa de estar fazer um regenerativo, na verdade está é degenerando as fibras musculares porque volta a correr ainda na segunda fase, a de reparo. As fibras musculares ainda não estão curadas e prontas para uma nova tensão. Pior ainda é quando o corredor resolve fazer outro treino forte.
Talvez resida aí a explicação da ocorrência de algumas lesões, especialmente aquelas que se manifestam não imediatamente, mas alguns dias depois. O indivíduo volta a correr ainda com dor, dias depois faz isso de novo, até virar uma lesão. Por conta disso acredito que qualquer outro procedimento tais como exercícios leves, que não sejam a corrida, possam fazer sentido porque não se estará sacrificando as mesmas fibras musculares do mesmo modo.
A ajuda o sangue. Sabe-se também que todo o processo depende da quantidade de sangue passando na região afectada, tanto na reconstrução dos tecidos como na remoção dos resíduos, justificando mais uma vez a execução de outros exercícios que de alguma forma irão manter o aporte sanguíneo. Não custa lembrar que a corrida gera um impacto de três vezes o peso corporal e as pernas são as mais prejudicadas, mesmo nos exercícios leves. A intensidade é apenas um detalhe para aumentar o desgaste nas fibras musculares. Isto é, com intensidade maior as fibras recebem duas acções de desgaste: o impacto e a velocidade aumentada. Na corrida leve só diminui a questão da velocidade, mas o impacto permanece.
A musculatura humana tem uma enorme capacidade de adaptação a todo tipo de setress tanto nas doenças como nos exercícios. Se compararmos um sedentário com um ultra-maratonista aí vai uma longa distância de adaptação. São muitos os mecanismos de controle que o próprio corpo dispõe para se proteger, mas com limites que não devem ser ultrapassados.
Reside aí o segredo da aplicação do setress na medida certa ao músculo humano, com objectivo de respostas de desempenho desportivo, que sempre foi e sempre será o controle adequado da intensidade, frequência e duração do exercício, na medida certa para cada pessoa. É certo que depois de um treino forte ou competição, o músculo precisa de repouso que pode ou não ser activo. Tudo depende do "tamanho do estrago", por assim dizer, que o treino provocou nas fibras musculares. Voltar logo a correr, mesmo devagar, pode não ser uma boa ideia.