sexta-feira, 16 de março de 2012

Entrevista a Alberto Almeida. Um duro do atletismo!

Alberto Almeida nasceu 17-07-1966,em Serena do Bairro, Anadia tem como profissão serralheiro civil.
Jogou futebol dois anos, mas por sua iniciativa começou a praticar atletismo lá clube da sua terra que se chamava Serena, tinha 17 anos.
Mas evidenciou-se muito nas provas do Inatel.  Foi Campeão Nacional algumas vezes com sénior.
Actualmente é uma dos melhores veteranos do seu escalão e raramente perde uma competição, por isso é sem duvida alguma um veterano de elite Mundial.É um atleta que já representou vário clubes onde se destacam alguns.O Beira Mar, Adercus,  Arregaça,CPP Vale da Sora. Valongo Vouga e atualmente representa os Santos Populares.
Na minha opinião este atleta, tinha todas as capacidades para ser um  grande atleta de montanha, vasta ver as classificações de Manteigas Panhas Douradas, onde ele já foi quatro vezes segundo, e não treina especificamente para a montanha.É um duro!


P.P- Qual foi a tua primeira prova?
A.A- Foi em Ilhavos,que fui 2º júnior.
P.P- Qual a distancia que mais gosta de fazer?
A.A-É os 15km.
P.P- Qual foi o teu maior feito como atleta?
A.A- Foi ser campeão Nacional de veterano de corta-mato.
P.P- O que representa para ti o atletismo?
A.A- O atletismo é uma mais valia para a minha vida, sem ele não conhecia muita coisa da vida.
P.P- Uma peripécia que te marcou no atletismo?
A.A- Fui a uma prova e não estava escrito; aceitaram a minha escrição...e no final da corrida fui desclassificado.
P.P- Há doping nos veteranos?
A.A- Acho que sim.
P.P- Os veteranos treinam de mais?
A.A- Não.
P.P- Quantos treinos fazes por semana?
A.A- Treino os 7 dias, mas quando corro descanso um dia.
P.P- O teu grande sonho como atleta?
A.A- Foi quando fui campeão Nacional de corta-mato de vet: 



segunda-feira, 12 de março de 2012

Flexibilidade.

 A questão da flexibilidade era dada como "morta" até alguns anos atrás. A ordem era alongar sempre, antes e depois do treino, e quanto mais flexível fosse o corredor melhor para sua saúde e performance. A lógica desse pensamento era (possivelmente) o seguinte: em primeiro lugar, uma estrutura mais flexível flui melhor e resiste menos ao movimento, consequentemente se lesionando menos; em segundo lugar, a flexibilidade decai com a idade, então possivelmente isso deva ser combatido; e terceiro e não menos importante, atletas de elite alongam, então deve funcionar.
Esta lógica foi muito atacada recentemente, e surgiram todos os tipos de correntes: quem alonga somente antes, quem alonga apenas depois, quem nunca alonga e vários níveis intermediários no meio destes. Estas propostas alternativas se apoiam nos achados de que corredores mais económicos (que utilizam menos oxigénio para correr a uma dada velocidade) tendem a ser menos flexíveis em algumas articulações, e também na inconsistente relação entre flexibilidade e a ocorrência de lesões.
As novas correntes mostram que uma estrutura mais rígida é mais eficiente na transmissão de força e que justamente por ser mais rígida ela estaria mais protegida de atingir comprimentos que causariam lesões. Por rigidez se entende o quanto uma estrutura se deforma quando uma força é aplicada sobre ela. Ou seja, se nossas articulações funcionam como alavancas, e elas funcionam, uma alavanca mais mole perde força quando se deforma (é ineficiente), e mais facilmente atinge graus de deformações perigosos (é mais propensa a lesões).
Um dos trabalhos apresentados no congresso comparou um grupo de ginastas profissionais, com mais de dez anos de prática intensiva de alongamentos, com um grupo de pessoas fisicamente ativas. Com o uso de ultrasonografia para visualizar os tendões, foi identificado o comprimento do tendão patelar durante contrações de extensão de joelho.
O surpreendente foi que não houve nenhum tipo de deformação extra nos tendões das ginastas, o que seria esperado por eles serem muito mais flexíveis que o outro grupo de participantes. Pelo contrário, os valores foram até um pouco menores. Isso quer dizer que os tendões de pessoas que praticam altas doses de alongamentos não possuem características diferentes daqueles que não os fazem com regularidade.
SEM ALTERAÇÃO NOS TENDÕES. Este achado indica que quaisquer que sejam as diferenças estruturais responsáveis pela diferença de amplitude de movimento nas estruturas entre quem alonga ou não, elas estão nos músculos em si e não nos tendões como se acreditava. Existe a possibilidade de que são os músculos de quem alonga que se tornam mais longos, sem qualquer efeito nos tendões. Se esse for o caso, isto diminui consideravelmente qualquer risco de "malefício" que possa ser atribuído à prática de alongamentos.
Saindo da discussão teórica, um trabalho prático na mesma área comparou a rigidez da perna com a rigidez de diferentes músculos e tendões durante a corrida, utilizando técnicas sofisticadas de ultrasonografia, imagens em 3D e plataformas de força. O estudo confirmou a relação entre rigidez de diferentes estruturas das pernas e economia de corrida apenas para o tendão do gastrocnêmio medial (panturrilha), enquanto diversos outros tendões e músculos e mesmo a rigidez da perna como um todo não apresentaram qualquer relação com a economia de corrida.
Em bom português, ambos os trabalhos mostraram que para fins de performance e desempenho o grau de flexibilidade de um indivíduo não está relacionado às propriedades mecânicas dos tendões, e estas por sua vez não estão vinculadas com a economia de corrida. Ou seja, indivíduos com menor amplitude de movimento em algumas articulações parecem, sim, ter uma melhor economia de corrida, mas as intervenções de treino de flexibilidade, como as utilizadas hoje, são insuficientes para alterar esse quadro, quer o corredor se torne mais ou menos flexível. Recentemente diversos trabalhos apontaram para uma redução de força logo após uma sessão de alongamentos, e isso vem sendo usado como argumento pelos grupos anti-alongamento.
Um terceiro trabalho na área realizou uma revisão de todo o material já publicado sobre os efeitos do alongamento sobre a força máxima. O estudo mostrou que só existe evidência concreta para este efeito quando alongamentos são concretizados por mais de 60 segundos, o que é extremamente raro em situações reais. Os alongamentos normalmente realizados por corredores, por cerca de 15 segundos quando muito, não possuem qualquer efeito significativo sobre a capacidade de produção de força e, portanto, não são um problema se realizados antes do treino. Além disso, alongamentos para fins de ganho de flexibilidade não devem ser feitos após um treino intenso, quando os reflexos do corpo podem estar prejudicados, pois aí sim os músculos estariam mais suscetíveis a lesões.




sábado, 10 de março de 2012

O que é o lactato.

  O lactato é um sal, derivado do ácido lático. Este, por sua vez, é um subproduto da quebra de glicose para obtenção de energia. Quando o açúcar começa a ser queimado, ele primeiramente é degradado e se transforma em piruvato. Esta molécula, o piruvato, pode seguir por dois caminhos: o primeiro é ser oxidado totalmente, utilizando oxigênio, no chamado metabolismo aeróbico; a segunda opção, mais rápida e menos eficiente, é ser parcialmente oxidado, sem oxigênio, no chamado metabolismo anaeróbibo lático. Lático porque o que sobra do piruvato parcialmente degradado é justamente a molécula de ácido lático.
A palavra lactato é mais corretamente utilizada no lugar de ácido lático porque assim que é formado o ácido lático se dissolve em lactato (um sal) e hidrogênio (H+). Este hidrogênio é quem na verdade faz a ação de ácido que é tão comentada, diminuindo o pH sanguíneo (quanto mais baixo o pH, mais ácido), e não o lactato. Porém, como os dois são criados na mesma proporção, em termo práticos utiliza-se um como medida do outro.
Mais tarde, conforme se avançou na conhecimento, descobriu-se que o lactato não era responsável pela contração, mas que ele aparecia sempre que a presença de oxigênio nas células diminuía, e que o aumento de sua concentração estava relacionado com o aparecimento da fadiga. Este foi o início da era em que a lactato era considerado o vilão do exercício, pois acreditava-se que ele "envenenava" os músculos diminuindo sua capacidade de produzir força.
 Hoje já se sabe que o lactato não é nada disso, e que ele também não é o responsável direto pela fadiga muscular. O fato de duas coisas muitas vezes acontecerem ao mesmo tempo não quer dizer que uma é a causa da outra. Além de não ser mais o vilão da história. É que o lactato é a única forma de os músculos exportarem glicose, que é vital para diversos órgãos, para fora de suas células.
É um pouco como se as células musculares tivessem suas portas de entrada e saída com chaves diferentes. A glicose possui apenas a chave de entrada, e uma vez lá dentro ela não consegue mais sair. Já o lactato possui ambas as chaves, e pode ser enviado de uma célula que esteja com glicose em excesso para uma outra que esteja com maior necessidade. Uma vez dentro da nova célula ele pode ser reconvertido à piruvato para ser oxidado (queimado para a produção de energia) como uma molécula de açúcar qualquer. Além disso, a tal acidose também tem sido apontada como um efeito que protege o funcionamento da musculatura contra outros eventos.
Dentre as múltiplas formas de cálculo deste aumento da concentração de lactato destacam-se algumas: o ponto em que a concentração de lactato aumenta em 1mMol/L a partir da concentração de repouso, os pontos em que a concentração de lactato equivale a 2 e a 4 mMol/L e o ponto que ocorre uma quebra na curva de lactato x velocidade de corrida, ou seja, a concentração de lactato aumenta lentamente com o aumento da velocidade e subitamente tem um aumento abrupto. Todos estes métodos, ou pontos, levam em consideração que o aumento na concentração de lactato, ou aumento do metabolismo anaeróbico, é um indicativo de que a fadiga está próxima.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Entrevista a António Fernandes. "O destemido veterano do Norte"

António Fernandes, nasceu 17-06-1967,em Oliveira do Douro distrito de Aveiro.
Muito jovem começou a trabalhar numa profissão, que ainda hoje trabalha como profissional de Torneiro Metalúrgico de vinho.Nessa altura era natural os jovens que trabalhavam começarem a fumar muito cedo,e António Fernandes não fugiu há regra.
Certo dia resolveu correr para  deixava de fumar ,até que se tornou um vicio a corrida.Já com alguns treinos foi praticar atletismo para o clube da sua zona, Clube.R.C. de Macieira de Cambra. Atualmente corre no Vale de Cambra há vários anos.
Na minha opinião este atleta veterano com uma frescura física ainda muito jovem sem medo algum  de competir.Como sénior não deu muito nas vistas, mas como veterano têm dado que falar em muitas competições,como por exemplo: meia maratona de Ovar, Viseu os 20km de Almeirim Maratona do Porto com um excelente tempo. Está incluído na lista dos melhores do seu escalão sendo um veterano destemido que não tem medo de ir para a frente de qualquer competição .
Esta foto de cima diz todo o seu potencial.

P.P- A tua primeira prova?
A.F- Foi a prova da colheita em Arouca fiquei 6º sénior.
P.P- Qual a distância que mais gosta de fazer?
A.F- A meia maratona.
P.P- Quantos treinos fazes por semana?
A.F-Os 7 treinos.Só quando vou competir é que descanso um dia.
P.P- Achas que os veteranos treinam muito?
A.F- Sim! a grande maioria treinam de mais.
P.P- Uma peripécia que já te aconteceu?
A.F- Fui na estafeta de Lagos, íamos em segundo;eu no meu percurso a uma distancia de 1,50cm  da meta desfaleci caindo para chão,fui passado por outros atletas.
P.P- Há doping nos veteranos?
A.F- Sim há! há  muitos veteranos que não corriam nada e dum momento para outro...
P.P-Porquê, os jovens deixam  o atletismo cedo de mais?
A.F-Por não terem incentivos, ao porque gostam mais de desportos colectivos e também a boa vida, não estão para sofrer.
P.P- O que é para ti o atletismo?
A.F-É minha fonte de descarregar  todo o stress dum dia de trabalho e sem ele não tinha os amigos que tenho e não conhecia tanta coisa boa deste País.
P.P- O teu grande feito como atleta?
A.F-Foi ser 3º na geral no distrital de corta mato e fui o 1º do meu escalão.
P.P- O teu grande sonho como atleta?
A.F-É correr ainda duas maratona, que são a de Lisboa e do Algarve.

sábado, 3 de março de 2012

Frio e quente.

 O gelo provoca uma vaso constrição, diminuindo inchaço (edema), o metabolismo local e o impulso nervoso (que realiza a coordena a contração muscular e a sensibilidade), levando à diminuição da dor. Já o calor promove a vaso dilatação, o que melhora a nutrição e elasticidade dos tecidos (tendões e músculos), diminui a rigidez articular, relaxa a musculatura e igualmente reduz a dor.
A inflamação que ocorre logo após a lesão é chamada de aguda, e dura até 72 horas. Observa-se muita dor, vermelhidão, calor local e inchaço. Depois disso, a inflamação que persiste é chamada de subaguda, e a partir de 15 dias, cronica.
Ainda há muitas discussões e controvérsias sobre o uso do gelo ou calor, mas um consenso é geral: na fase aguda da inflamação apenas o gelo é indicado. Nesta fase os vasos sanguíneos ainda estão lesados, perdendo muito liquido no local, por isso o inchaço (edema), sendo que o calor só faz piorar este processo. Já o gelo diminui o extravasamento deste líquido, promove a recuperação dos vasos sanguíneos, reduz danos celulares e a dor. Portanto, é a melhor técnica para ser utilizada imediatamente nas contusões desportivas.

O processo é diferente na fase crónica da inflamação, quando os vasos sanguíneos já estão recuperados e a dilatação dos vasos melhora a dor, ajuda a cicatrização e relaxa a musculatura. O que os especialistas contra-indicam é o uso do calor, mesmo na fase crónica da lesão, imediatamente após a atividade física.

GELO DURANTE A CORRIDA? Já observaram que quando um jogador de futebol sofre uma falta, imediatamente o preparador físico entra em campo e aplica um spray de gelo sobre o local da contusão, para que o atleta possa continuar no jogo? Isso é feito para diminuir a dor momentânea e para evitar uma piora da lesão (uma inflamação posterior).

E durante a corrida, caso a pessoa sinta dores, espasmos ou cãibras musculares, pode aplicar gelo? Alguns especialistas condenam totalmente a aplicação de gelo durante a prática desportiva, afirmando que neste caso a melhor alternativa é alongar e massagear bem o local até que a cãibra passe. O gelo teria pouca utilidade para a resolução de cãibras porque seria pouco eficaz no mecanismo responsável por estas contrações involuntárias.

Mas há os que defendem e praticam a aplicação do gelo nesses casos e relatam excelentes resultados. Usar gelo em abundância no local diminui os estímulos de certas fibras existentes no músculo e consequentemente o reflexo das cãibras, além de melhorar a dor. Mas esta técnica deve ser acompanhada por um profissional, para se ter a certeza de que não houve nenhuma lesão grave, pois o corredor volta à prática desportiva com o local "anestesiado" pela ação do gelo, aumentado o risco e diminuindo a percepção de possíveis lesões.

E PARA DOR MUSCULAR DEPOIS? A dor muscular tardia (dor após o exercício físico) é causada pela reorganização muscular, ou seja, o processo de cicatrização após micro lesões das fibras musculares (células do músculo) causadas pelo esforço físico. Essas micro lesões também ocorrem nas atividades do dia-a-dia, mas em proporções muito menores, por isso não causam dor.

Há quem defenda que esta dor muscular responde muito bem com a terapia de calor, mas outros condenam, dizendo que, ao aplicar calor após a atividade física, o processo inflamatório, causado pelas micro lesões musculares, aumenta. A dor poderia até melhorar no momento, mas o quadro pode piorar posteriormente. Portanto, mesmo que depois da prova o cansaço peça um bom banho quente, espere o corpo esfriar e opte por um banho frio.

Hoje em dia, uma técnica utilizada por alguns maratonistas profissionais (como a recordista mundial Paula Radcliffe) é o banho de imersão, após a corrida; o atleta entra até o nível da cintura em um tanque com água e gelo. O banho de imersão recupera as micro lesões musculares com muita rapidez, portanto, além de diminuir as dores, o corredor retoma o ritmo com mais facilidade, tem maior disposição para treinar no dia seguinte ou para a próxima prova.

Esse processo deve ser feito por 4 a 6 minutos, uma vez que a área de aplicação do frio é muito grande e há o risco de falta de circulação sanguínea local. Por isso, mesmo que a imersão não tenha atingido ainda 4 minutos, se o atleta achar que a dor é intensa ou não esteja mais aguentando, interrompa imediatamente o processo.

Alguns especialistas condenam o banho de imersão, alegando que não há nenhuma evidência científica que comprove a eficácia deste procedimento. Afirmam que a reorganização muscular é necessária para a adaptação ao condicionamento físico e para o desenvolvimento da resistência e da força muscular; portanto, interromper este processo com o uso do gelo não seria adequado.

NA PREVENÇÃO DE LESÕES. Pelo mesmo motivo da indicação para a dor muscular tardia, acredita-se que compressas de gelo ou banho de imersão praticado com frequência após a prática desportiva previnem lesões musculares causadas por intensa atividade. A rápida recuperação das micro lesões prepara a musculatura, ligamentos e tendões para esforços posteriores.

Essa técnica também é indicada caso o corredor tenha uma lesão muscular, tendínea, articular ou uma cirurgia antiga, mesmo que não doa durante ou após a corrida. Ter o hábito de fazer compressas de gelo no local após a atividade desportiva pode evitar que a lesão volte a inflamar.

O gelo se aplicado de forma breve (passar rapidamente sobre a pele) estimula a contração muscular. Mas, após alguns minutos de aplicação, causa uma diminuição do impulso nervoso, da sensibilidade (anestesia) e da circulação sanguínea local. Portanto, diminui as contrações musculares, sendo muito usado até para facilitar o alongamento ou diminuir a contratura muscular. Por isso, para alcançar o efeito antiinflamatório, analgésico e relaxamento muscular, a compressa deve ser feita de 10 minutos a 15 minutos, no máximo.

COMO APLICAR O GELO?
  • Dever ser feito em repouso, de preferência deitado.
  • Sempre que possível aplique o gelo em torno de toda articulação, fazendo uma pequena compressão; isso é importante para diminuir o edema.
  • Quando a lesão for aguda, pode-se aplicar imediatamente após o trauma por um período de até 20 minutos, e repetir este processo quantas vezes julgar necessário. Mas atenção: entre uma aplicação de outra deve-se respeitar o intervalo de no mínimo 2 horas.
  • Em lesões crónicas, compressas de 15 minutos, 3 vezes ao dia, ou após a atividade física. De preferência após o banho ou espere o corpo "esfriar" um pouco.
  • Não coloque o gelo diretamente sobre a pele, uma proteção (como um pano) deve ser usada, mesmo em bolsas de gel.
  • O spray de gelo deve ser utilizado a uma distância de 20 cm, e três jatos seguidos. (ver instruções do fabricante).
  • Após atividade física, mergulhar as pernas em um tanque com água gelada (durante 6 minutos no máximo).
  • Cuidado: não fazer a compressa antes de dormir e pegar no sono com o gelo; a queimadura é grave!


CALOR E CALOR HÚMIDO

O calor é uma modalidade terapêutica muito usada na fisioterapia, utilizado sempre em lesões crónicas. Melhora a elasticidade dos tecidos, permitindo melhor movimentação da articulação, principalmente em casos de rigidez pós-operatória.

Os recursos fisioterapêuticos permitem aplicação do calor profundo, atingindo tendões, músculos e articulações sem o risco de lesar a pele (se usados corretamente). Os mais comuns são ultra-som e ondas-curtas.

Em casa, o calor também pode ser usado com segurança. Caso utilize bolsas quentes, cuidado para não aplicar em regiões anestesiadas, feridas com sangramento, áreas com tumores, sobre os testículos, e sobre o abdómen de gestantes. A temperatura deve ser suportável, a aplicação pode ser feita de 15 a 20 minutos, diariamente.

A limitação do uso do calor é que atinge apenas camadas superficiais do tecido. O aumento da temperatura é quase que restrito à pele e regiões mais superficiais. Dificilmente atinge tendões e músculos mais profundos.

O calor húmido vem sendo muito estudado porque consegue atingir camadas mais profundas, uma grande vantagem sobre o calor seco. Este método pode ser aplicado por compressas de toalhas húmidas e quentes. Troque a toalha à medida que for esfriando e faça a compressa por 20 minutos. A fisioterapia usa a parafina ou o infravermelho com uma toalha molhada para a aplicação de calor húmido.

Corredores que sofrem de dores ou lesões crónicas podem utilizar o calor antes da atividade desportiva para aumentar a elasticidade dos tecidos, diminuir a rigidez das articulações, aumentar a circulação sanguínea local, auxiliar no relaxamento e alongamento muscular. Não se deve aplicar calor após o exercício físico.

USANDO O GELO E O CALOR

O contraste é uma técnica na qual são alternadas compressas quentes com compressas frias. Essa alternância de vasodilatação e vasoconstrição facilita muito a drenagem do edema. Geralmente, inicia-se pela aplicação do calor, sendo este seguido pela aplicação da compressa fria, mas se estiver ainda muito inchado, pode iniciar e terminar com o frio. Esta modalidade é muito eficaz para extremidades (mãos, punhos, tornozelos, pés) locais mais difíceis de tratamento do edema.

Separe dois baldes ou bacias, em uma coloque água com pedras de gelo, na outra coloque água morna do chuveiro (temperatura suportável pela pele). Mergulhe a mão (ou pé) no recipiente com água morna e deixe 3 minutos, imediatamente depois mergulhe no recipiente com água fria por 1 minuto, e volte para a água quente. Repita esta operação até somar um total de 30 minutos. Este processo pode ser feito diariamente.

O banho de contraste mostra-se eficaz para o tratamento de inchaço (edemas localizados), mas é pouco eficiente para evitar e tratar


sexta-feira, 2 de março de 2012

Entrevista a Eugénio Neto.Que grande veterano!

Eugénio Neto nasceu Val Zebrinho  numa pequena aldeia perto de Abrantes em 29-10-1962.
Veio residir  para Amadora ainda muito jovem .O atletismo foi por casualidade numa prova na Freguesia da Aventeira na Amadora.Tinha por volta 12 a 13 anos. A sua paixão era o futebol e jogou alguns anos federado.Passado algum tempo participou noutra  prova do torneio da Amadora  ficou em 3º lugar da geral. Apareceu-lhe um senhor e perguntou-lhe se praticava atletismo ele respondeu-lhe jogo futebol,essa pessoa ficou muito surpreendida com a classificação dele e convidou a ir, para o Estrela Vermelha do Cacem. Esse endivido  era simplesmente o António Atabão um dos melhores fundistas de sempre.Passado algum tempo o clube acabou com o atletismo.Sºr Atabão resolveu levar Eugénio e o seu irmão Carlos Atabão ao Benfica fazer o teste de  2km e ficou em 2º na serie o, treinador dessa altura era o Sºr José Araújo. Logo o Benfica o contratou. Ficou pouco tempo no Benfica, porque sentiu-se injustiçado.
Na minha opinião este atleta com 49 anos e  uma mentalidade competitiva acima da media é sem dúvida um dos melhores veteranos da Europa, até me atrevo-me a dizer um dos melhores do Mundo, assim as suas marcas nas competições o dizem.


P.P- Quantos treinos fazes por semana?
E.N- Em geral  treino os 7 dias.
P.P- Na tua opinião os veteranos treinam muito?
E.N- Sem dúvida.Eu falo por mim.
P.P- Há veteranos que se Dopam?
E.N- Sem dúvida, que  alguns se Dopam.
P.P- Em geral as pessoas falam que o atletismo está mal? o que farias para melhorar.
E.N- Tentava fazer protocolos com as Câmaras,com as autoridades competentes,dare-lhes melhores condições aos técnicos, porque a grande maioria não tem qualquer regalias.
P.P- Achas que poderias ser um  atleta de elite?se tivesses condições.
E-N- Claro que sim.É minha maior magoa foi ter abandonado o atletismo muito novo quando estava no Benfica,passei ao lado de boa carreira desportiva.
P.P- Qual é o teu,maior feito com atleta?
E.N- Foi ser 3º no Campeonato Nacional  de Maratona ,e ter corrido a meia maratona de Lagos em 65:52min.
P.P- Uma peripécia no atletismo?
E.N- Ainda foi na ultima competição. Não apareceu a policia.
P.P- O que representa para ti o atletismo?
E.N- Faz parte do meu bem estar, sem ele não teria os amigos que tenho e é o equilíbrio da minha vida.
P.P- O teu grande sonho como atleta?
E-N É ainda ser campeão Nacional na Maratona.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A minha vida de atleta.

Um pequeno resumo
A minha vida desportiva começou como qualquer vida de um
miúdo.Num bairro,que poderíamos chamar bairro da lata, onde se situa actualmente Chélas e  fui lá muito feliz. Comecei por ser jogador de futebol e joguei até júnior no clube H.C. de Portugal.
Só no ano de 1986 iniciei a pratica de atletismo por pura casualidade. O que eu cria, era ir para tropa em boa condição física. Até que um dia, senhor chamado Manuel,que  era o seccionista do clube C.R. de Alhões convidou-me para o clube...sem nunca pensar, que um dia quando tivesse 45 anos ainda estava a correr.
Fui sempre um atleta trabalhador que trabalha em geral 9 a 12 horas.
Numa profissão muito dura.

Os meus melhores tempos como atleta:

Maratona           2h21,05.
25km                 1:21?
Meia maratona  1h05,03.
20km                 62: ?
15km                 45:20
18km                 54.23              
10km estrada     29:14
10km pista      ? 30.18
5 km  pista         14:22
3 km  estrada     8:11
3 km   pista        8:22
1500m pista       4:00'?

Fui duas vezes 2º no campeonato nacional de maratona 2x 3º classificado.
Fui campeão regional varias vezes em distritos diferentes.
Fui campeão Militar por equipas das Forças Armadas sendo 12ºclass 
Venci muitas provas de nível nacional de estrada.
Com o veterano já fui campeão de maratona campeão de 10km pista.

 Tenho vitórias desde dos 1500m há prova mais longa que foi o Raíde 43km.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Artrose nas ancas.

Sintomas:
Dores na virilha, nádega ou coxa, sobretudo quando se está de pé e ao andar. Na maior parte dos casos,os sintomas são estáveis ou evoluem lentamente. Por vezes é assitomática.
 Porque dói?
A anca é a a articulação formada pela cabeça do fémur encaixada numa cavidade em forma de taça o acetábulo, profundamente escavada no ilíaco. A cada passo a anca suporta três vezes o peso do corpo. Por isso o excesso de peso tem consequências desastrosas nas ancas.
A artrose corresponde a um envelhecimento de cartilagem da cabeça do fémur e do acetábulo: a cartilagem perde espessura e o osso adajente reage, produzindo tecido ósseo de forma excessiva e anarquia o chamado osteófito. Quando a artrose começa a evoluir é com peso que a dor aparece durante a marcha ou de pé e a situação agrava-se cada vez  mais à medida que o desgaste da cartilagem vai deixando o osso sem protecção. A marcha  é afectada, os músculos da região acabam por se atrofiar.
O que pode fazer?
Mantenha uma boa musculação nas nádegas.Pode caminhar sempre que a dor o permitir.
Se a dor for permanente e a incapacidade resultante aumentar de dia para dia consulte um reumatologista. 

Se precisar de ajuda fale comigo.  

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Entervista a João Marques um dos melhores veteranos da atualidade.

João Marques nasceu 19/12/1968, em Lisboa.
Iniciou-se no desporto ainda muito jovem.Começou por ser jogador de futebol, ao ocupar o lugar de guarda redes. O atletismo veio por brincadeira no clube de bairro que seria S.F.R da Amadora.
Fez a sua primeira prova ainda muito jovem com 16 anos de idade.
Começou mais a sério no atletismo quando foi representar o G.D. de Loures e teve como treinado Prof. Nobre,onde permaneceu alguns anos.Até ter um convite para representar o G.D.da Conforlimpa, que representou durante 15 anos, onde ajudou o Clube a conquistar muitos títulos. Este atleta amador teve um trajeto muito interessante na sua carreira desportiva.Se tivesse tido mais apoio sem dúvida teria evoluído muito mais. Agora neste momento é  um dos melhores atletas veteranos de nível  internacional.

P- Qual foi a tua primeira competição?
J.M- Foi a corrida do 1º de Maio
P- Qual a distancia que mais gostas de fazer?
J.M- É os 10km.
P- Qual o teu maior feito como atleta?
J.M- Foi ser campeão Nacional de Maratona e 2º no campeonato nacional de estrada.
P- Uma peripécia que te marcou no atletismo?
J.M- Foi a organização em França onde fomos correr a taça dos campeões Europeus de estrada, ter-nos posto a pernoitar tipo uma pensão.Depois qual foi o espanto deles termos vencido...porque as outras equipas ficaram instaladas nos hotéis.
P- Ter relações sexuais antes da competição, influencia  o rendimento da competição?
J.M- Na minha opinião não.
P- Todos nós falamos que o atletismo está mal.O que farias para melhorar?
J.M- Dava condições aos técnicos que muitos deles não têm qualquer rendimento com o atletismo.Os jovens deveriam ter mais estágios, os órgãos federativos e associativos deveriam divulgarem mais o atletismo.
P- A tua maior virtude?
J.M- Ser persistente.
P- Até que idade pensas correr?
 J.M- Enquanto tiver saúde.
P- O teu maior sonho como atleta?
J.M- Foi ser campeão Nacional. Mas o meu grande sonho era mesmo ter ido ao Jogos Olímpicos

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Hérnia inguinal e inguinoscrotal.

Sintomas.
- Crónica: saliência na zona da virilha (hernia iguinal) que no homem pode estender-se até ao escroto (hérnia inguinoscrotal). Aparece espontanemente ou, com mais frequência, depois de um esforço, nomeadamente de tosse e desaparece espontaneamente ou quando se faz pressão sobre ela.
Sensação de peso e incómodo durante o esforço.
- Aguda: dor aguda, forte e intensa na virilha, associada a uma saliência na mesma zona. Não se consegue fazer reentra a saliência quando se faz pressão sobre ela (é o estrangulamento). As dores são acompanhadas, por vezes de náuses e vómitos.Trata-se de uma urgência.
 Hérnia pode aparecer em qualquer idade, afeta mais frequentemente o homem do que a mulher.
-  Porque dói?
É passagem de uma parte de órgão abdominal (mais vulgarmente o intestino) através de um orificio natural que se encontra habitualmente fechado, situado na zona da prega da virilha. Este orifício ou é muito grande originalmente ou vai-se tornando maior com a passagem dos anos. Os músculos e os tendões que constituiem este orificio são deficientes.
- A hérnia inguinal pode aumentar e estender-se até ao escroto.
 - o que pode fazer?
Se for uma dor bastante aguda dirija-se o mais rapidamente a um serviço de hurgências.Num caso de hénia crónica, evite fazer esforços, coloque uma ligadura para aliviar,evite também levantar pesos superiores a 15kg por exemplo. 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Entorse.

Sintomas:
Dor imediata e intensa, com ou sem estalito percetivel, provocada por um movimento em falso.
O pé torce-se para o interior, o tornozelo incha e tem tendência para ficar com hematoma. Por vezes, a dor provoca desmaio. Dói ao tocar e é impossível andar depressa.
 Porque dói?
A entorse do tornozelo é um distensão das estruturas ligamentos (externa em 90% dos casos). A dor muita intensa da entorse do tornozelo é causada por:
- Distensão da cápsula articular;
- Distensão, até mesmo ruptura do ligamento lateral externo, muito rico em fibras nervosas;
- Distensão dos tendões dos músculos do perónio que passam pelo malélo externo, ou peronial;- Aparecimento rápido de um fenómeno inflamatório.
O que pode fazer?
Para atenuar a dor, aplique gelo imediatamente. Não ligue o tornozelo, nem mesmo para o atleta continuar a partida. Não utilize nunca pomadas que produzem calor ou antiflamatórios.
Consulte um médico.
Depois posso ajudar.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O«doping» põe o homem em perigo.

A absorção de certas drogas com vista a aumentar o rendimento físico e intelectual do homem constitui uma ameaça directa para sua saúde e a vida. No plano desportivo, temos o problema muito grave do «doping» .
    A associação da Medicina Desportiva deu esta definição lapidar do «doping» absorção de qualquer medicamento " eficaz ou não" com a intenção de aumentar o rendimento no decurso de uma competição.
    Em experiências realizadas com lançadores de pesos, corredores e nadadores, verificou se, em 75% dos casos, um aumento do seu rendimento sob o efeito da anfetamina. Mas o tempo de repouso tinha que ser cada vez mais prolongado e mais tarde, apareciam perturbações de toda a ordem .
    O aumento artificial do rendimento é afectivamente acompanhado de um alerta dos sintomas de advertências do organismo ( sensação de cansaço, dores , necessidades de dormir ); atingi-se  o esgotamento das reservas físicas e psíquicas , tornando-se indispensável um longo período de repouso. 
    Os treinadores e médicos desportivos opõem-se a toda a espécie de  «doping». Garantem que, para obter do corpo a maior eficiência, não existe nenhum método comparável a um treino sistemático, uma alimentação equilibrada, um sono suficiente e repouso total.    

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Nome da pista da Sobreda deveria ser. (Pista de Naide Gomes).

 Na sua opinião, já não deveria que a pista da Sobreda se chama-se Pista de Naide Gomes!
Porque há Pistas em Portugal, que se deram nomes de atletas e não ganharam metade que Naide ganhou.
O seu curriculum fala por si.

Há uma votação de sim ou não, deia a sua opinião!